A Prefeitura Municipal de Lauro de
Freitas (PMLF), por meio da Secretaria de Educação (Semed), promoveu para os
alunos da Escola Municipal Ana Lúcia Magalhães, uma aula diferente, neste final
de semana, na orla da cidade. O projeto-piloto desenvolvido pela PMLF contou
com a participação da Divisão de Projetos e Ações Complementares (Divipac),
Academia de Letras de Lauro de Freitas (Alalf) e da Barraca da Gávea.
O secretário da Semed, Marcelo Abreu,
destacou que é um grande incentivador de aulas extraclasse, pois o gestor
considera está modalidade como essencial para o aprendizado. “Isto é
fundamental no ensino para que os pequenos munícipes cresçam amando e
respeitando sua cidade. O prefeito Márcio Paiva não só ficou satisfeito, como
também quer ver mais iniciativas com essa acontecendo, para o bem da Educação”,
ressaltou.
Uma das páginas mais marcantes da
história de Lauro de Freitas, o Levante do Rio Joanes, ocorreu na localidade de
Portão, no distante e tumultuado dia 28 de fevereiro de 1814.
As crianças participaram da
explanação do professor Antônio Cláudio na foz do Rio Joanes, e logo após mais
um momento de absoluta atenção e interesse, na palestra com o historiador e
vice-presidente da Alalf, Gildasio Freitas, na Barraca da Gávea, situada em
Vilas do Atlântico.
Segundo o Historiador, “as causas da
insurreição foram: a falta de liberdade política e religiosa. Os negros
mulçumanos, como protesto, decidiram atacar uma das principais práticas
econômicas da época: a caça às baleias”.
De Salvador, até a então Santo Amaro
de Ipitanga, os negros resolveram por fogo em todas as armações, onde eram
colocadas as baleias. A repressão do governo foi enérgica, o que resultou na
morte de 50 pessoas, muitos outros negros se enforcaram nas árvores ou se
jogaram nas águas do rio, onde morriam afogados.
Os públicos presentes na Barraca da
Gávea, entre alunos, banhistas, moradores e ambulantes, ainda tiveram a
oportunidade de conhecer um pouco mais a história da cidade, através da
exibição do documentário “Filhos de Santo Amaro de Ipitanga”, favorecendo a
percepção da própria realidade do munícipe em relação a sua cidade.
Para Marcelo Abreu, essa aula/evento
marca positivamente o empenho de professores, funcionários e a curiosidade dos
alunos da Rede. A aula diferenciada foi bem-sucedida pela atuação dos
parceiros, Gildasio Freitas (Alalf), Coriolano Oliveira (Barraca da Gávea), das
professoras Rosa Sueli e Vanessa (Gestores da escola), equipe da Secretaria de
Educação.