



Tocha Olímpica desce Elevador Lacerda de rapel, visita Igreja do Bonfim e orixás do Dique do Tororó e encerra desfile com festa no Farol da Barra, na capital baiana
Uma tocha eclética, aventureira, com muito gingado e disposição. Teve de tudo no revezamento olímpico em Salvador. Do batuque do Olodum, passando pelo forró pé de serra até o ijexá dos Filhos de Gandhy. Das pedras do Pelourinho, com direito a rapel no Elevador Lacerda, às bênçãos do Senhor do Bonfim e o caminho em direção ao mar que se transforma na Baía de Todos os Santos. A chama que une os povos teve seu conceito levado ao pé da letra em Salvador.
O percurso teve início com a saudação do Olodum em frente à Fundação Casa de Jorge Amado, no Pelourinho, com o paratleta Marcelo Collet. Seguiu pela parte histórica do primeiro bairro moradia de Salvador até deixar seu rastro de união entre a cidade alta e a cidade baixa ao descer o Elevador Lacerda. Mas não da maneira tradicional. Destemida, a tocha foi de rapel, deixando ainda mais bonita a paisagem em frente ao Mercado Modelo. De lá, cumpriu praticamente o trajeto feito na caminhada da Lavagem do Bonfim para ter seu ponto alto na Colina Sagrada.
- Estou muito emocionado cara. Ser o representante dos atletas da Bahia para abrir o percurso da tocha olímpica é uma coisa muito importante na minha vida. Vou fazer de tudo para participar, em setembro, dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 - disse Collet.
Após uma passagem pelo forte de Monte Serrat, com vista especial da Baía de Todos os Santos, uma celebração histórica na escadaria da Igreja do Bonfim. Nas mãos de Allan do Carmo, campeão mundial de maratonas aquáticas, a chama olímpica foi saudada no que tem de mais belo do sincretismo religioso baiano. Os Filhos de Gandhy, o padre da igreja e as baianas deram um show à parte. Tão contagiante que o próprio Allan arriscou alguns passos. Nem tão bons assim, mas que, com certeza, lhe darão ainda mais proteção nos Jogos Olímpicos.
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