O feirão reuniu num só espaço, durante três dias, construtoras, imobiliárias e uma equipe do banco que atendeu os visitantes.
Com foco no financiamento de habitação popular do Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) e das demais operações realizadas com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), cujo valor máximo do imóvel é de R$ 225 mil, foi encerrado no final da tarde de ontem, no Parque de Exposições de Salvador, na Paralela, o Feirão da Caixa. Para o superintendente da Caixa Econômica Federal na Região Metropolitana de Salvador, Adelson Prata, a expectativa com relação ao evento superou o ano passado, apesar de um publico visitante menor. “Em termos de negócios encaminhados e fechados em 2015, nós tivemos em torno de R$ 200 milhões, enquanto que desta vez chegamos a quase R$ 400 milhões, o que mostra que a efetividade foi ainda maior, em relação ao ano anterior”, declarou à Tribuna.
O feirão reuniu num só espaço, durante três dias, construtoras, imobiliárias e uma equipe do banco que atendeu os visitantes. Para requerer o crédito à casa própria no Feirão foi necessário apresentar documento de identidade, CPF e comprovante de renda para adquirir a Carta de Crédito que dava direito ao financiamento do imóvel. Dentro do Programa Minha Casa Minha Vida o valor do imóvel variou entre R$ 180 e R$ 170 mil para habitantes de Salvador e RMS. A partir deste valor foi possível pegar a referida Carta, utilizando recursos da poupança e do FGTS, para imóveis de valores superiores.
“Acho que a crise deve ter prejudicado as vendas. Pelo que eu observei as pessoas não estão mais se expondo muito na busca da casa própria, mesmo porque existem opções que estão muito aquém das possibilidades de muita gente. Fiz algumas simulações, mas quando me deparei com a realidade os fatos são outros. Percebi nos classificados da Caixa que praticamente todos os apartamentos disponíveis estavam ocupados, o que inibe a compra. O que a gente imagina é que a Caixa quer se livrar do problema e passar ele pra mim. Por esse fato, no meu caso, saio do feirão sem fechar negócio”, comentou o professor Agnaldo Sá Barreto ao deixar o local.
“Aqui tem os imóveis que o mercado está oferecendo, na planta, novos, usados e a Caixa entra com a parte do financiamento habitacional. Além disso, este é o terceiro ano que a gente já passa a vender os imóveis que foram tomados em função de não pagamento e essa condição ela é bem clara, quando está ocupado ou não, e sempre a responsabilidade é de quem está comprando. Mas, a pessoa é avisada, até por ser o preço menor, que a responsabilidade eventual de tirar quem está ocupando é dela. É mais uma opção que oferecemos no feirão”, explicou o superintendente da Caixa. No ano passado o feirão recebeu cerca de 18 mil visitantes, enquanto que nesta edição o público ficou em 12 mil pessoas aproximadamente.
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