
Previsto para a noite de anteontem, o encontro da senadora Lídice da Mata (PSB) com o governador Rui Costa (PT) foi cancelado horas antes a pedido da parlamentar, informou um dirigente petista com trânsito livre no Palácio de Ondina. Na reunião, Rui tentaria convencê-la a entrar na disputa pela prefeitura de Salvador com apoio do PT, mas o recuo repentino tornou ainda mais claro o dilema vivido pela senadora.
Pessoalmente, Lídice rejeita a pulverização de candidaturas entre os partidos de esquerda que integram a base aliada ao governo do estado. Sobretudo, a da deputada federal Alice Portugal (PCdoB). Para ela, só interessaria liderar uma coligação se houvesse unidade com siglas do mesmo campo ideológico. A posição da senadora, contudo, divide a cúpula do PSB.
Parte da direção estadual da legenda acha que Lídice da Mata deve correr riscos no presente se quiser garantir um futuro mais tranquilo. Ou seja, espaço na chapa majoritária do PT para tentar renovar o mandato nas eleições de 2018.
Em contrapartida, outros cardeais do PSB acreditam que o melhor é ficar longe do páreo, como forma de preservar a imagem da senadora, que sofreu desgastes na sucessão de 2014. A resposta de Lídice e o anúncio dos candidatos da base aliada a prefeito e vice devem sair até amanhã, às vésperas do Dois de Julho.
Pesquisa encomendada pelo PMDB para consumo interno mostra dois cenários distintos sobre a corrida eleitoral em Lauro de Freitas. No primeiro, a deputada Moema Gramacho (PT) lidera com folga sobre seus três principais concorrentes - o prefeito Marcio Paiva (PP), o peemedebista Gustavo Ferraz e Chico Franco (DEM).
No segundo, em que é medido o impacto do apoio de líderes políticos a um determinado nome, mais da metade dos entrevistados disse que aumentaria o desejo de votar em Ferraz caso ele fosse o escolhido do prefeito ACM Neto (DEM) na cidade.
O resultado confirma o potencial do democrata para atrair o eleitorado em municípios da Região Metropolitana, atestado pelo Instituto Paraná em Camaçari e Dias D’Ávila.
Nenhum dos erros foi maior do que ter feito aliança com o grupo político que se encontra no poder | Jaques Wagner, ex-ministro da Casa Civil, ao comentar a declaração na qual a presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), diz que seu maior erro foi ter se aliado a “um traidor e usurpador”.
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