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segunda-feira, 28 de março de 2016

O AGORA ONLINE - Juros de empréstimo caem mais que a metade nas operações com garantia de bens; entenda






O crédito necessário para resolver uma dívida em tempos de crise pode estar guardado no guarda-roupa, dentro da caixa de joias, ou no carro estacionado na garagem e até no próprio imóvel.
A procura por empréstimos com a garantia de bens tem crescido nos bancos e o principal atrativo para as operações é que os juros chegam a cair a menos que a metade dos cobrados em operações tradicionais. 
No Banco do Brasil (BB), as operações cresceram 53% em 2015 na comparação com o ano passado em todo o país. Agora no primeiro bimestre de 2016 foram contratadas mais de 1,9 mil operações – crescimento de 27% – se comparado ao mesmo período 2015. Na Bahia, o banco já registrou 106 operações com veículos como garantia este ano. 
Na Caixa Econômica, que tem exclusividade na oferta de penhor, há 40 mil contratos ativos em todo estado. Em janeiro deste ano, foram emprestados R$ 32,9 milhões, 4,5% a mais do que no mesmo período do ano passado.
Com taxas de juros atrativas, que variam entre 1,39% até 2,29% ao mês, a depender do banco e da linha de crédito (veja no infográfico abaixo), o percentual chega a ser menor que a metade dos juros cobrados por outras linhas de crédito mais contratadas, como o  Crédito Direto ao Consumidor (CDC), por exemplo, quando as taxas ficam entre 4,73% e 6,08% nos mesmos bancos. 
Segundo o gerente regional de Pessoa Física da Caixa Econômica, Vivaldo Neto, quanto menor o risco, menores as taxas. “Todo crédito que é concedido passa por uma análise de riscos. Com a crise e o aumento da inadimplência, o crédito ficou  mais restritivo e quando se tem um bem para disponibilizar isso facilita a liberação do dinheiro”, diz.
De acordo com ele, a taxa de inadimplência nas operações costuma ser baixa. No penhor da Caixa, cerca de 1% das joias vão a leilão. “As pessoas se preocupam em resgatar seus bens que ficaram penhorados”, completa.
Bens em dinheiroO penhor foi a solução para a comerciante Soraya Batista. Ela já chegou a complementar até 30% da renda mensal com operações do tipo. A comerciante costuma utilizar o dinheiro para comprar outras joias e revendê-las, como também na cobertura de alguma conta do mês. 
A comerciante conta que pagou escola do filho com a penhora de um anel que ganhou de presente do pai e também usou por várias vezes o dinheiro do empréstimo para cobrir o limite da conta bancária e zerar a fatura do cartão de crédito. 

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